Há 4 semanas
sábado, 21 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
domingo, 30 de novembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
As palavras dos outros: Júlio Resende

" A idade dá-nos, felizmente, falta de paciência para coisas que não têm importância, no conjunto do tempo." Júlio Resende, pintor, in Visão
Pequenos Prazeres
As palavras dos outros,
Resende
domingo, 19 de outubro de 2008
As palavras dos outros: Pançada com MEC

Uma verdadeira “pançada” de comer, beber, boa conversa e palavras revigorantes. Algumas pérolas da entrevista de Miguel Esteves Cardoso à Visão.
É o prato que nos identifica melhor (o cozido)?
Não. Talvez pescada cozida, com grelos e um arroz de penca. Um arroz solto, maravilhoso, aguado, como se faz no Porto. Portugal é o país do mundo que come mais arroz. È o que come mais peixe, o que bebe mais álcool, tudo o que seja de comer e de beber nós temos sempre mais, somos uns javardos [risos]! Não h+a mais nenhum povo que coma arroz e batatas no mesmo prato.
(…)
Primeiro foram os fumadores. A seguir são os gordos?
Ser gordo é quase um acto de… fuck you pá!Vão criar impostos para os gordos, é?! As pessoas engordam porque comem demais, é simples! Este é o corpo que mereço, reflecte a minha carreira! Os gordos fazem imensa falta na sociedade. As pessoas podem sempre dizer: “ Eh pá, apesar de tudo não estou como o Miguel Esteves Cardoso” [risos]. Os gordos até fazem dieta, mas só um mês. Depois mandam a dieta à merda e entram na fase do “ ai, eu não devia, mas isto é tão bom!”. O panda só come bambu e é gordo!
(…)
Entretanto, temos um primeiro-ministro que faz jogging e promove a mentalidade higiénico-sanitária…
O Sócrates é um gajo que fumou ás escondidas. Eu não fumo, mas um gajo que fuma ás escondidas é cool.
(…)
Comida e sexo, misturam-se?
Não, não gosto daquela coisa à Nove Semanas e Meia, de pôr azeitonas no umbigo e febra na coisa. Mete-me nojo [risos].
É o prato que nos identifica melhor (o cozido)?
Não. Talvez pescada cozida, com grelos e um arroz de penca. Um arroz solto, maravilhoso, aguado, como se faz no Porto. Portugal é o país do mundo que come mais arroz. È o que come mais peixe, o que bebe mais álcool, tudo o que seja de comer e de beber nós temos sempre mais, somos uns javardos [risos]! Não h+a mais nenhum povo que coma arroz e batatas no mesmo prato.
(…)
Primeiro foram os fumadores. A seguir são os gordos?
Ser gordo é quase um acto de… fuck you pá!Vão criar impostos para os gordos, é?! As pessoas engordam porque comem demais, é simples! Este é o corpo que mereço, reflecte a minha carreira! Os gordos fazem imensa falta na sociedade. As pessoas podem sempre dizer: “ Eh pá, apesar de tudo não estou como o Miguel Esteves Cardoso” [risos]. Os gordos até fazem dieta, mas só um mês. Depois mandam a dieta à merda e entram na fase do “ ai, eu não devia, mas isto é tão bom!”. O panda só come bambu e é gordo!
(…)
Entretanto, temos um primeiro-ministro que faz jogging e promove a mentalidade higiénico-sanitária…
O Sócrates é um gajo que fumou ás escondidas. Eu não fumo, mas um gajo que fuma ás escondidas é cool.
(…)
Comida e sexo, misturam-se?
Não, não gosto daquela coisa à Nove Semanas e Meia, de pôr azeitonas no umbigo e febra na coisa. Mete-me nojo [risos].
Pequenos Prazeres
As palavras dos outros,
MEC
Comigo as crianças vão sempre atrás
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quarto escuro
O cheiro do álcool enche o compartimento,
Misturou-se no ar com os meus pensamentos
A química instalou-se fatalmente,
Neste prematuro cadáver, antes doente.
Ainda me lembro do livro que li, quando pereci.
O mesmo de quando te vi.
A vontade que se assumia era de escrever,
Inspirado pela força da tua presença,
dos teus olhos amendoados,
dos teus lábios molhados.
A luxúria invadiu-me,
Saboreei a tua boca,
Unimos-nos por entre as velas.
Nos contornos do teu corpo apaziguei o meu.
Apaguei o turbilhão em mim latente.
Para logo acender outro diferente.
És o retorno ao leite materno.
Mas decoraste-o de sensualidade
Assim me sinto vivo.
Se calhar isto é viver.
Se calhar isto é amar.
Dentro de ti, sinto-me vivo,
Como minha mãe, me sentiu vivo, no seu ventre
Preservar esta existência.
No meio de tanta carência.
E, guardei o livro.
E, guardei o teu retrato.
E, num estado de alcoolemia, deixei-me morrer
Misturou-se no ar com os meus pensamentos
A química instalou-se fatalmente,
Neste prematuro cadáver, antes doente.
Ainda me lembro do livro que li, quando pereci.
O mesmo de quando te vi.
A vontade que se assumia era de escrever,
Inspirado pela força da tua presença,
dos teus olhos amendoados,
dos teus lábios molhados.
A luxúria invadiu-me,
Saboreei a tua boca,
Unimos-nos por entre as velas.
Nos contornos do teu corpo apaziguei o meu.
Apaguei o turbilhão em mim latente.
Para logo acender outro diferente.
És o retorno ao leite materno.
Mas decoraste-o de sensualidade
Assim me sinto vivo.
Se calhar isto é viver.
Se calhar isto é amar.
Dentro de ti, sinto-me vivo,
Como minha mãe, me sentiu vivo, no seu ventre
Preservar esta existência.
No meio de tanta carência.
E, guardei o livro.
E, guardei o teu retrato.
E, num estado de alcoolemia, deixei-me morrer
Poder
O poder instalou-se sem contestação.
O conformismo assume a proporção,
De um gigante aterrador.
Ele anestesiou o povo.
Nada é de questionar.
É tempo de dormir?
Não! É tempo de acordar!
Mas, ele manchou toda a arte,
promoveu a apatia.
Ligou a televisão,
Atribuiu-lhe sabedoria.
Onde tudo soa verdade.
Abriu a porta da alegria.
Nem tudo é aquilo que parece.
Nem tudo merece ser dito.Nem tudo merece ser escrito.
O conformismo assume a proporção,
De um gigante aterrador.
Ele anestesiou o povo.
Nada é de questionar.
É tempo de dormir?
Não! É tempo de acordar!
Mas, ele manchou toda a arte,
promoveu a apatia.
Ligou a televisão,
Atribuiu-lhe sabedoria.
Onde tudo soa verdade.
Abriu a porta da alegria.
Nem tudo é aquilo que parece.
Nem tudo merece ser dito.Nem tudo merece ser escrito.
Grito de dor
Se conseguisse expelir o ódio que sinto,
o vale seria engolido.
Quando simulas fraquejar, e, te, ameaças suicidar, sinto que não disse tudo,
E, apetece-me continuar.
Sei que a dialéctica não tem fim
Mas, não quero prolongar a dor.
Agora que a calma me ocupa
E que tudo passou,
Sinto-me na mesma
Mas, sei que tudo mudou.
o vale seria engolido.
Quando simulas fraquejar, e, te, ameaças suicidar, sinto que não disse tudo,
E, apetece-me continuar.
Sei que a dialéctica não tem fim
Mas, não quero prolongar a dor.
Agora que a calma me ocupa
E que tudo passou,
Sinto-me na mesma
Mas, sei que tudo mudou.
Utopia do Amor
À deriva na cidade
Por entre as luzes do progresso
Procuro a liberdade
De um caminho sem regresso.
Tudo dorme acordado
Inerte aos abanões
Nascer, viver e morrer
Num mundo de ilusões.
O cheiro pérfido no ar
E a fugaz sensação de pudor.
Tudo se perde somente
Na passagem de um corredor.
Há portas de par em par, num infindável mundo de cores,
Difícil, é encontrar rumo
Nesta pequena casinha de horrores
Mas, depois, sorris …
Toda uma imagem se apresenta.
É o coração que me tenta.
É a utopia de ser feliz.
Por entre as luzes do progresso
Procuro a liberdade
De um caminho sem regresso.
Tudo dorme acordado
Inerte aos abanões
Nascer, viver e morrer
Num mundo de ilusões.
O cheiro pérfido no ar
E a fugaz sensação de pudor.
Tudo se perde somente
Na passagem de um corredor.
Há portas de par em par, num infindável mundo de cores,
Difícil, é encontrar rumo
Nesta pequena casinha de horrores
Mas, depois, sorris …
Toda uma imagem se apresenta.
É o coração que me tenta.
É a utopia de ser feliz.
Oú-Mun
Sozinho com a solidão
Olho, Oú - Mun, de perto, de cima.
Por entre árvores que contrastam o seu verde,
Com o cinzento do cimento
E o nevoeiro do tormento.
Fotografo na minha existência
Imagens de aparência.
Os prédios que beijam os céus.
As árvores que se sentem poucas.
O desassossego acomoda-se
Olho, Oú - Mun, de perto, de cima.
Por entre árvores que contrastam o seu verde,
Com o cinzento do cimento
E o nevoeiro do tormento.
Fotografo na minha existência
Imagens de aparência.
Os prédios que beijam os céus.
As árvores que se sentem poucas.
O desassossego acomoda-se
É tempo de partir
Inquietação
Ouço a voz melodiosa e inquietante
Voz que me avisa e que me faz crer
Criança que não tenho dentro de mim
Mas que posso imaginar dentro de outro ser.
Sinto no silêncio, os poemas realistas
Sentimentos, sensações
(a euforia)
Palavras que apelam ao meu interior
Trazem o cheiro da maresia.
Necessito de acreditar.
De ter a certeza de alcançar.
Mas sinto o pesar
Sinto o pesar do vazio.
Voz que me avisa e que me faz crer
Criança que não tenho dentro de mim
Mas que posso imaginar dentro de outro ser.
Sinto no silêncio, os poemas realistas
Sentimentos, sensações
(a euforia)
Palavras que apelam ao meu interior
Trazem o cheiro da maresia.
Necessito de acreditar.
De ter a certeza de alcançar.
Mas sinto o pesar
Sinto o pesar do vazio.
Mãe-Coragem
Fugiu ainda petiz, para ver se era feliz.
Mas nessa vida de errância
Cedo descobriu que a infância, à muito nada lhe diz.
Como herança ficou a vontade
E uma eterna saudade
De retorno à Sua-Terra,
Decorada pedra a pedra, imaginada árvore a árvore
Ao voltar à Sua-Terra de criança
No íntimo guardava a esperança
Que o gaiato agora crescido
Ao menos tivesse esquecido, o palco daquela matança
Parece que de lá nunca tinha saído
Mas mesmo tendo partido
Guardava dessa infeliz infância
As sábias palavras do primo
“És puto de coragem, não te dês já por vencido ”
Pois era assim que se via
Era só assim que sorria
E o infante fez-se por esse mundo
essa elipse esse palacete
Caminhou, palrou e cantou, ao lado de muita gente
Caiu também muitas vezes
Padeceu de inúmeras febres
Tomou colo em algumas mulheres
donzelas que lhe apaziguaram medos, angústias, memórias eternas
Mas os gritos daquela manhã
O gatilho e o cheiro a vinho
Jamais serão esquecidos
Quando o viu matar o outro filho
Eram dois os irmãos
Ele mais o caçula
Mas o marido daquela mula
Seu pai que queria esquecer
Deixou-o na eira sem rumo a ver seu irmão morrer
E ela ali parada
A ver-se desventrada
Sentia-lhe ódio igual
Àquele do que empunhava a arma
Ò Mãe, faltou-te a coragem, de enfrentar tamanho malvado
Por isso mãe (a coragem) será para sempre o meu fado.
Mas nessa vida de errância
Cedo descobriu que a infância, à muito nada lhe diz.
Como herança ficou a vontade
E uma eterna saudade
De retorno à Sua-Terra,
Decorada pedra a pedra, imaginada árvore a árvore
Ao voltar à Sua-Terra de criança
No íntimo guardava a esperança
Que o gaiato agora crescido
Ao menos tivesse esquecido, o palco daquela matança
Parece que de lá nunca tinha saído
Mas mesmo tendo partido
Guardava dessa infeliz infância
As sábias palavras do primo
“És puto de coragem, não te dês já por vencido ”
Pois era assim que se via
Era só assim que sorria
E o infante fez-se por esse mundo
essa elipse esse palacete
Caminhou, palrou e cantou, ao lado de muita gente
Caiu também muitas vezes
Padeceu de inúmeras febres
Tomou colo em algumas mulheres
donzelas que lhe apaziguaram medos, angústias, memórias eternas
Mas os gritos daquela manhã
O gatilho e o cheiro a vinho
Jamais serão esquecidos
Quando o viu matar o outro filho
Eram dois os irmãos
Ele mais o caçula
Mas o marido daquela mula
Seu pai que queria esquecer
Deixou-o na eira sem rumo a ver seu irmão morrer
E ela ali parada
A ver-se desventrada
Sentia-lhe ódio igual
Àquele do que empunhava a arma
Ò Mãe, faltou-te a coragem, de enfrentar tamanho malvado
Por isso mãe (a coragem) será para sempre o meu fado.
O Barqueiro
O barqueiro que ligava o rio
Viu a ponte tomar o seu lugar
Pensou trocar o rio pelo mar
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Ficou sem o seu sustento
Ficou sem alimento
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Viu substituir as conversas
Viu vidas viradas ás avessas
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Tinha orgulho em seu bote
Tinha orgulho em seu dote
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Nunca tinha aprendido a nadar
Nunca tinha ansiado mergulhar
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Certo dia apareceu a boiar
“ Ó barqueiro ligas o rio a quê?”
“Meu amigo, ligo o rio ao mar!”
Viu a ponte tomar o seu lugar
Pensou trocar o rio pelo mar
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Ficou sem o seu sustento
Ficou sem alimento
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Viu substituir as conversas
Viu vidas viradas ás avessas
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Tinha orgulho em seu bote
Tinha orgulho em seu dote
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Nunca tinha aprendido a nadar
Nunca tinha ansiado mergulhar
O barqueiro que ligava o rio
O barqueiro que ligava o rio
Certo dia apareceu a boiar
“ Ó barqueiro ligas o rio a quê?”
“Meu amigo, ligo o rio ao mar!”
Homem Kafkiano
Um homem sem mácula de pecado
Amado por todos e tudo
Fora assim desde o útero
Sua mãe lhe deixara o recado
“ Por cada lágrima vertida há sempre um anjo que jaz”
E de repente, transformou-se num anjo
As asas rasgaram-lhe a pele
Os homens cortaram-lhe as asas
Em carne viva ficou o arcanjo
“ Por cada anjo que morre outro se levantará”
E de repente, transformou-se em escaravelho
Num ser peçonhento a que deitavam comida
(Kafka)
Fazia parte de uma história esquecida
Pintada a tons de ogre e vermelho
“ Por cada vida perdida outra renascerá”
E de repente, interrogava-se do porquê
Porque perecia de vida e d`alma?
Porque permanecia agora pó?
Respondeu-lhe logo o Senhor:
“Será que o senhor não vê, que o Homem não renasce quando vive uma vida Só”
Amado por todos e tudo
Fora assim desde o útero
Sua mãe lhe deixara o recado
“ Por cada lágrima vertida há sempre um anjo que jaz”
E de repente, transformou-se num anjo
As asas rasgaram-lhe a pele
Os homens cortaram-lhe as asas
Em carne viva ficou o arcanjo
“ Por cada anjo que morre outro se levantará”
E de repente, transformou-se em escaravelho
Num ser peçonhento a que deitavam comida
(Kafka)
Fazia parte de uma história esquecida
Pintada a tons de ogre e vermelho
“ Por cada vida perdida outra renascerá”
E de repente, interrogava-se do porquê
Porque perecia de vida e d`alma?
Porque permanecia agora pó?
Respondeu-lhe logo o Senhor:
“Será que o senhor não vê, que o Homem não renasce quando vive uma vida Só”
Primavera de Outono
Ver cair as folhas dos ramos
sentir que caem sobre ti
castanho outonal que se sacia do teu brilho
Ver-te passar assim de repente
sentir arder por dentro
Volúpia, pura volúpia
Ver que o amor me foge
Sentir que o desejo me atraiçoa a alma
Que negra de doença fica
Sinto o cenário estático
Só corre a tua imagem
Apenas caí a folhagem
Sinto a letargia do abandono
Sinto que foges ligeira
Colina acima, numa ansiedade
Sinto a perda do que nunca tive
Como se de ficção se tratasse
O sentimento do prosador pela lente do realizador
Sinto a paixão arrancar-me do universo da sanidade
Fustiga-me a loucura, que perdura sem ternura
Nesta carcaça enferma
Ver que não me vês
Sentir que não me sentes
Por isso sou doente
sentir que caem sobre ti
castanho outonal que se sacia do teu brilho
Ver-te passar assim de repente
sentir arder por dentro
Volúpia, pura volúpia
Ver que o amor me foge
Sentir que o desejo me atraiçoa a alma
Que negra de doença fica
Sinto o cenário estático
Só corre a tua imagem
Apenas caí a folhagem
Sinto a letargia do abandono
Sinto que foges ligeira
Colina acima, numa ansiedade
Sinto a perda do que nunca tive
Como se de ficção se tratasse
O sentimento do prosador pela lente do realizador
Sinto a paixão arrancar-me do universo da sanidade
Fustiga-me a loucura, que perdura sem ternura
Nesta carcaça enferma
Ver que não me vês
Sentir que não me sentes
Por isso sou doente
Humanismo & Religião
Talvez, aquilo que mais comummente se atribui aos humanistas, seja a dignificação da Natureza e ultimamente a valorização do Homem.
O Homem através da sua razão e vontade, pode valorizar e chegar por si a Deus; defesa inequívoca da liberdade humana enquanto esta está orientada para o bem.
Também abordavam a ideia de um renovamento religioso, no sentido de adoptar uma atitude mais activa, reflectida e introspectiva. Lourenço Valla neste contexto, assume mesmo o confronto ao sacramento de tomar votos, como se isso por si só conseguisse levar o indivíduo a amar e atingir Deus. Valla acreditava que todos aqueles que dedicavam a sua vida a Deus eram religiosos, se a sua atitude fosse a correcta e direccionada para o bem podia atingir-se Deus; na sua mensagem está implícita uma abnegação de individualidade sem recorrer a intermediários, por isso mesmo, refere que uma vez que as Escrituras estão explícitas, cabe ao indivíduo ir às fontes e recolher a informação, já que não vê no aparelho escolástico, ou noutro tipo de intermediários, qualquer atitude para adulterar a mensagem, nesse sentido opõe-se a todo o tipo de interpretação da ideia original. Ainda no âmbito do renovamento religioso, consideravam imperioso existir uma estreita ligação entre a Filosofia e a Teologia. A Filosofia como o Cristianismo serviam para analisar mais validamente o mundo e aborda-lo de uma forma pura e verdadeira, nesse sentido as duas correntes serviam para melhorar o desempenho do Homem. Pico della Mirandola alude mesmo a uma harmonização entre a rathio philosophica e a ratio theologica para melhor avaliar as causas do processo da natureza, a razão do Universo e do Homem, os conselhos de Deus.
Apesar de ambos inserirem o seu pensamento num objectivo a atingir a perfeição religiosa – condenavam a associação da ideia de pecado à liberdade de pensamento, que era imposta pelo cristianismo.
Pelo que podemos concluir que a Religião dependente encurta a Razão.
O Homem através da sua razão e vontade, pode valorizar e chegar por si a Deus; defesa inequívoca da liberdade humana enquanto esta está orientada para o bem.
Também abordavam a ideia de um renovamento religioso, no sentido de adoptar uma atitude mais activa, reflectida e introspectiva. Lourenço Valla neste contexto, assume mesmo o confronto ao sacramento de tomar votos, como se isso por si só conseguisse levar o indivíduo a amar e atingir Deus. Valla acreditava que todos aqueles que dedicavam a sua vida a Deus eram religiosos, se a sua atitude fosse a correcta e direccionada para o bem podia atingir-se Deus; na sua mensagem está implícita uma abnegação de individualidade sem recorrer a intermediários, por isso mesmo, refere que uma vez que as Escrituras estão explícitas, cabe ao indivíduo ir às fontes e recolher a informação, já que não vê no aparelho escolástico, ou noutro tipo de intermediários, qualquer atitude para adulterar a mensagem, nesse sentido opõe-se a todo o tipo de interpretação da ideia original. Ainda no âmbito do renovamento religioso, consideravam imperioso existir uma estreita ligação entre a Filosofia e a Teologia. A Filosofia como o Cristianismo serviam para analisar mais validamente o mundo e aborda-lo de uma forma pura e verdadeira, nesse sentido as duas correntes serviam para melhorar o desempenho do Homem. Pico della Mirandola alude mesmo a uma harmonização entre a rathio philosophica e a ratio theologica para melhor avaliar as causas do processo da natureza, a razão do Universo e do Homem, os conselhos de Deus.
Apesar de ambos inserirem o seu pensamento num objectivo a atingir a perfeição religiosa – condenavam a associação da ideia de pecado à liberdade de pensamento, que era imposta pelo cristianismo.
Pelo que podemos concluir que a Religião dependente encurta a Razão.
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