sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Coragem

O sentimento de pertença ao grupo, leva-nos a tomar e impregnar acções, que não cometeríamos se nos encontrássemos no refúgio do nosso casulo.
O acto de coragem, portanto, só se identifica com o individualismo e as situações extremas. Isto é, só podemos falar verdadeiramente em coragem quando, fazemos algo em nossa prol ou em prol de outros, demonstrando com isso uma dimensão superior e não de mesquinhez. Não é corajoso, quando rodeado de um grupo de amigos, sovar outro infeliz, ou roubar alguém quando se tem as “costas quentes”, ou invadir um país só porque se tem o maior exército do mundo.A coragem verifica-se, numa situação de adversidade ou inferioridade numérica. Não olhar a meios para cumprirmos com aquilo que a nossa consciência nos dita. Coragem é lutar pelo seu país. Coragem é ter um filho, mais ainda, nos tempos que correm. Trazer uma criança para Este Mundo é um acto de coragem. Coragem é manter ideais de solidariedade e preocupação pelo próximo neste mundo que cada vez nos afasta mais do nossos irmãos. Coragem é, procurar ser ambicioso intelectualmente e não materialmente. Porque o dinheiro só deve existir para nós na proporção em que não tenhamos de pensar nele, ou seja, quanto temos pouco aniquilamos o nosso tempo a pensar em formas de o esticar e rentabilizar; quando temos muito e somos abastados, perdemos o nosso tempo, a pensar como o havemos de proteger dos outros e novas formas de ganhar mais

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