Atenção o ser humano é uma espécie em vias de extinção!
Aliás, no seu propósito, o ser humano extinguiu-se. O ser humano extinguiu-se, não na sua presença física, que nos prolonga no tormento diário, mas em espírito, em ideais e em acções.
Esgotou-se a esfera de acção que o desígnio universal nos concedeu, e esgotou-se a paciência, para ti, para mim e para nos aturarmos uns aos outros.
A distância com que nos olhamos hoje, é fruto de um processo de afastamento proporcional, ao chamado “Processo de Desenvolvimento”. Ora, acredito piamente, que não nos desenvolvemos.
Crescemos, multiplicamos-nos, mas não nos desenvolvemos. Desenvolvemos máquinas, doenças, armas(ou teorias sobre elas), “junk-food”, enfim...
Os sentimentos e aquilo que nos tornava realmente diferentes, nomeadamente, o individualismo dentro do colectivo - que tão bem nos ensinou a Grécia Antiga - tornou-se diferente e distorcido. Enquanto, os clássicos se galvanizavam por ajudar o colectivo, porque se o colectivo se desenvolvia também os indivíduos o acompanhavam. Por seu turno, o individualismo que começou a empestar o século XX e se abate sobre o século XXI, têm uma matriz diferente.
Caracteriza-se pelo bem-estar próprio, pela deleitação banal, pelo fascínio fácil. Pelo olhar umbilical em detrimento da esfera universal.
Odiamos-nos uns aos outros!
Os cristão que se inserem neste lema do presente, possivelmente terão esquecido a palavra do Senhor - “Amai-vos uns aos outros.”Sem paralelismos forçados, Jesus Cristo, podia muito bem ter sido uma figura rock dos anos 60, que pregava Paz e Amor, advogando a igualdade entre irmãos. No entanto, a História, ao contrário dos “libertos” ou “libertinos” “hippies”, quis transformá-lo num ditador que impôs a sua doutrina e castrou - intelectualmente falando - os seus seguidores
Há 2 dias
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